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Na comunidade de Vila Nova, em Toledo (PR), o produtor rural Joanes Kolberg mantém a produção de grãos, silagem e leite, com 28 vacas da raça holandesa. Além do leite, os animais também geram esterco, que é aproveitado como adubo orgânico nas lavouras. O produtor também utiliza dejetos de suínos e cama de aviário adquiridos de propriedades vizinhas, prática que tem contribuído para a melhoria da fertilidade do solo e da produtividade das lavouras. Apesar dos bons resultados, a adoção da técnica inicialmente gerou receio na família do produtor, já que a mudança no manejo exigiu planejamento, estratégia e confiança. A técnica é baseada conta com orientação técnica do IDR Paraná, que desenvolve pesquisas sobre o uso de fertilizantes naturais e permitiu com que o produtor reduzisse a aplicação de adubos químicos na lavoura. É aqui no distrito de Vila Nova, em Toledo, que o Joanes mantém a propriedade. O trabalho inclui o cultivo de 48 hectares de grãos e 10 de silagem para o rebanho. Tem também a produção de leite. Hoje são 28 [música] vacas da raça holandesa em lactação. Os animais são criados no modelo free stall, ficam soltos dentro do galpão. Além do leite, as vacas geram também outro produto de valor, o esterco, que colabora com a adubação das lavouras. Produtor organizou um sistema que recolhe os dejetos ao longo das pistas e os conduz até esse reservatório. A capacidade é de 200.000 litros. O material é acumulado por 4 meses até ser aplicado no campo. O produtor distribui também dejetos de suínos e cama de aviário comprados de vizinhos da região. Segundo ele, o efeito tem sido interessante para a saúde do solo e as lavouras. A adubação natural atua como uma aliada da produção para diminuir custos e a dependência de insumos de base química. De acordo com a análise do solo, o produtor calcula quanto precisa depositar de adubo orgânico. Na última aplicação, por exemplo, após a colheita da soja, foram lançados 20.000 litros dejeto bovino por hectare e 4 toneladas de cama de aviário. Quem orienta o Joanes no uso dos dejetos para adubação é a equipe do IDR Paraná. O Luís Anão é um dos agrônomos do instituto e desenvolve estudos com base na necessidade nutricional do solo. No polo do IDR, em Santa Teresa do Oeste, essa área experimental faz parte da pesquisa que avalia a eficiência do uso de fertilizantes naturais. Após 5 anos de análises, incluindo amostras de 50 municípios, os pesquisadores chegaram à conclusão de que no oeste do estado 75% das áreas têm uma boa fertilidade e a adubação natural poderia suprir os produtos químicos.
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