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Conhecida como Urraca, a Temerária, ela foi coroada em 1109 e reinou por 17 anos em uma das principais regiões do que hoje é a Espanha; mas enfrentou muita resistência só foi aceita pela corte depois que se casou. Ela viveu 900 anos atrás e a história lhe reservou um ponto importante e pioneiro: tornou-se a primeira mulher a comandar um reino na Europa. Urraca 1ª de Leão e da Galiza (1080-1126), conhecida como Urraca, A Temerária, governou essa então importante região ibérica por quase 17 anos. Filha mais velha de Afonso 6º (1047-1109), a nobre seria a herdeira natural do trono não fosse o seu gênero. Temendo uma dificuldade de aceitação política de uma mulher rainha no poder, o monarca tratou de reconhecer um filho fora do casamento, Sancho, como aquele que o sucederia. O que ninguém contava era que Sancho morreria como guerreiro — na Batalha de Uclés, travada entre cristãos e muçulmanos em 1108. Diante disso, o rei Afonso anunciou aos nobres da corte e aos bispos da região que sua filha era a única que poderia assumir o trono quando ele morresse. Houve aceitação de seu nome entre os aliados do rei. Contudo com uma ressalva: que ela, já viúva, se casasse novamente. Em outras palavras, a nobreza até admitia uma governante mulher, mas entendia que ela deveria atuar como títere do marido. Nas tratativas políticas de então, ficou acertado que Urraca se casaria com Afonso 1º de Aragão (1073-1134). A historiadora Adriana Zierer afirmou à BBC News Brasil que, embora o direito castelhano não excluísse 'a sucessão feminina na falta de herdeiros varões', acreditava-se que 'ela deveria governar com a tutela do marido'. Afonso 6º morreu antes do casamento ser realizado e Urraca acabou coroada rainha. Era a primeira monarca mulher a comandar um reino europeu — não como rainha consorte, ou seja, esposa do rei sem papel de autoridade. Ela detinha, de fato, o poder. 'Urraca foi a primeira mulher a comandar um reino na Europa, e isso, na prática, torna o seu título de rainha diferente daquele de uma rainha consorte, a esposa do rei', diz o historiador Glauber Wisniewski, pesquisador-assistente no Center for Iberian Historical Studies da Saint Louis University, nos Estados Unidos. 'Nesse sentido, ela foi realmente uma grande exceção em sua época. O esforço que fez, durante todo o seu reinado, para legitimar sua autoridade moral e legal mostra que a resistência que enfrentou foi constante.' Pesquisadora em estudos medievais na Universidade de Santiago de Compostela, a historiadora Yolanda Alonso Rodríguez define Urraca como a primeira 'com autoridade e poder total nos seus territórios'.
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