Clique aqui para ver a resposta completa
Clique para ver a resposta
Um megatsunami de 200 metros na Groenlândia gerou ondas sísmicas que fizeram o planeta vibrar por nove dias seguidos. O fenômeno, causado por um deslizamento massivo de rocha e gelo no Fiorde Dickson, foi registrado por sensores em todo o mundo, da Austrália ao Alasca. Por nove dias consecutivos, sensores ao redor do mundo registraram um padrão em comum: pulsos regulares a cada 92 segundos vindos de uma região remota da Groenlândia. As vibrações não eram perceptíveis na superfície, mas se propagaram pelo subsolo do Alaska até a Austrália. O comportamento não correspondia a um terremoto típico. Após investigação, cientistas identificaram a origem do fenômeno, um mega tsunami de cerca de 200 m. A descoberta foi descrita em estudo publicado nas revistas Science e Nature Communications, quando mais de 25 milhões de metros cúbicos de rocha e gelo, volume comparável ao de 10.000 piscinas olímpicas, se desprenderam de uma encosta e caíram no Fior de Dixon, na costa leste da Groenlândia. O impacto gerou uma onda gigantesca que percorreu o canal de cerca de 3,2 km, atingiu a extremidade do Fiord e retornou. Após o impacto inicial, a água não se estabilizou. Em vez disso, passou a oscilar de um lado para o outro dentro do Fiorde. A investigação do fenômeno mobilizou mais de 70 cientistas de 41 instituições. De acordo com os pesquisadores, o gelo glacial que antes sustentava a encosta havia sido enfraquecido pelo aquecimento do ar e da água do oceano. Foi isso que gerou o desmoronamento resultando no mega tsunami. Apesar do Fiorde Dickson estar próximo de uma rota de cruzeiros, ninguém ficou ferido. Mesmo assim, o episódio levanta preocupações sobre riscos crescentes de eventos do tipo com o aumento das temperaturas globais.
Clique aqui para ver a resposta completa