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A taxa de desemprego no Brasil está no nível mais baixo da série histórica, mas a inadimplência fechou o ano passado com um número recorde. A principal explicação para esse paradoxo está na alta taxa de juros que amplifica as dívidas. Se tem um assunto que deixa o brasileiro arrepiado ou é um endividamento. E não é para menos.
Dados do Serasa mostram que dezembro do ano passado mais de 81 milhões de brasileiros tinham contas em atraso. Esse número representa um aumento de 10,5% em relação a dezembro de 2024. Essa quantidade de brasileiros inadimplentes contrasta com o cenário onde o mercado de trabalho está aquecido. Em 2025, a taxa de desemprego ficou em 5,6%, o menor patamar desde o início da série histórica do IBGE, lá em 2012. Mas ter um emprego não tem sido sinônimo de contas em dia. Um outro fator ajuda a explicar a dificuldade na quitação das dívidas, os juros altos. Desde junho do ano passado, o Banco Central mantém a taxa básica de juros em 15%, o maior patamar desde 2006. Com isso, as dívidas ficam mais caras e difíceis de quitar. O cartão de crédito continua sendo o principal vilão dos endividamentos com 26%. Contas básicas como água, luz e gás vem logo atrás. Já as mulheres são a maioria das endividadas, representando 55%. Ainda, segundo Serasa, o Amapai é o estado com maior número de inadimplentes. Depois vem Distrito Federal, Amazonas e Rio de Janeiro. Santa Catarina tem o menor índice do país com 39%. A boa notícia é que mesmo endividado é possível sair do aperto.
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