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Por #DW em 31/12/1969

ONDE O BRASIL GANHA NO ACORDO COM A UE


Clique para ver a resposta Depois de décadas de negociações, o acordo entre União Europeia e Mercosul foi assinado em 17 de janeiro de 2026 em Assunção, no Paraguai, mas na prática ainda não saiu do papel. Isso porque 4 dias depois da assinatura, o Parlamento Europeu acatou o pedido de eurodeputados para que o Tribunal de Justiça da União Europeia avalie as bases jurídicas do acordo. Quando começar a funcionar para valer, no entanto, algumas diretrizes comerciais vão mudar pros países que compõem os dois blocos econômicos. E o Brasil é um desses países a ser diretamente atingido. Mas o que, no fim das contas vai mesmo mudar? No que o Brasil ganha e no que perde no Tratado de Livre Comércio com a União Europeia. Um acordo em constante desacordo. Tudo começou em 1994 e entre uma retomada e outra se arrastou até 2019, quando voltou a ser pauta para os blocos do Mercosul e da União Europeia. Assinado em janeiro de 2026, o acordo foi barrado dias depois pelo Parlamento Europeu, que pede uma avaliação jurídica minuciosa do texto da parceria. O fato é que em algum momento o acordo entre União Europeia e Mercosul deve entrar em vigor. E quando isso acontecer, haverá algumas mudanças significativas em termos de comércio entre países sul-americanos e europeus. Dentre esses países, claro, está o Brasil. Hoje o Brasil exporta pra União Europeia principalmente soja, ferro, petróleo cru e derivados. Segundo a Confederação Nacional da Indústria, mais de 80% do que o Brasil já exporta vai entrar na Europa com imposto zero. Então, entre esses itens está o café e sete tipos de frutas. Mas produtos considerados mais sensíveis vão se submeter a uma cota máxima, como as aves, os suínos, açúcar, etanol, arroz, mel e milho. Eu dei a lista quase completa porque eles têm sido bastante contestados por aqui. Isso vale também para carne bovina e para carne de frango, que são os mais sensíveis nessa discussão. Eles também entram com uma cota de imposto reduzida até que essa cota seja atingida e o imposto volte ao normal. Lembrando que o Brasil disputa com os países do Mercosul dentro desses limites permitidos no acordo. O tratado também abre espaço para a exportação de minerais críticos. A Comissão Europeia já afirmou que um segundo acordo vai ser negociado com o Brasil para exploração de terras raras e também abre espaço para que os produtores brasileiros atinjam o mercado de 500 milhões de consumidores dentro da Europa. Apex Brasil calcula que as exportações devem subir em até 7 bilhões de dólares só pro Brasil quando os termos entrarem em vigor. O governo brasileiro estima que o PIB o PIB do país deve subir pelo menos aí 0,5% até 2040 só por conta do acordo. É um dos principais beneficiados entre os países envolvidos. No caso das importações, a principal beneficiada é de longe a indústria automotiva europeia. Hoje, para um veículo europeu entrar no Brasil, o imposto é de 35%, e essa taxa vai ser zerada. Já os carros elétricos vão ter um período um pouco maior para os impostos serem reduzidos aí de quase 20 anos. Também cai as alíquotas sobre máquinas, que hoje está em 20%, produtos químicos, que hoje está em 18%, e os medicamentos que hoje está em 14%.

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Fonte: DW

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