MP permite ao governo declarar áreas livres de soja modificada

O departamento jurídico da Comissão de Agricultura e Política Rural da Câmara dos Deputados informou que o governo pode declarar áreas ou regiões livre de transgênicos na safra 2004/05. A possibilidade consta na Medida Provisória 223, publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (15/10).
A MP regulamenta o cultivo e comercialização de soja geneticamente modificada na safra atual. A competência para declarar áreas livres será do Ministério da Agricultura. Essa perspectiva consta no artigo 10 da MP 223, que faz referência ao artigo 4.º da Lei 10.814, de 2003. Essa lei regulamentou a produção e comercialização de soja transgênica na safra anterior 2003/04.
A área técnica do Ministério da Agricultura explicou que os pedidos para reconhecimento de áreas ou regiões livres de transgênicos deverão ser encaminhados, por escrito, à Comissão de Biossegurança sobre Organismos Geneticamente Modificados, criada em outubro de 2003. A comissão é formada por técnicos do ministério e tem a função de avaliar questões relacionadas aos transgênicos. Não há prazos para que o governo responda ao pedido.
Royalties
O vice-presidente da CNA – Confederação Nacional da Agricultura e presidente da Farsul – Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, Carlos Sperotto, disse nesta segunda-feira (18) que os presidentes das federações e plantadores de soja vão se reunir para discutir sobre os royalties cobrados pelas sementes de soja transgênica. “A MP (medida provisória) não analisou essa questão. É um assunto a ser tratado pelos que plantam e os detentores de tecnologia”, disse.
De acordo com Sperotto, a empresa Monsanto, que tem a tecnologia das sementes geneticamente modificadas já avisou que quer no mínimo R$ 1,25 por saca, o dobro do que foi cobrado na safra passada.
O plantio e comercialização da soja transgênica foi autorizado depois por meio de medida provisória porque o Congresso não votou a Lei de Biossegurança em tempo para o plantio da safra 2004-2005. Segundo Sperotto, “os produtores que aguardavam essa medida foram beneficiados, porque têm de cumprir um calendário agrícola rigoroso”.

Fonte: AmbienteBrasil

Portugal poderá semear milho transgénico a partir do próximo ano

Portugal poderá começar a produzir organismos geneticamente modificados (OGM) a partir do próximo ano. As autoridades competentes estão a definir as regras de convivência entre as plantações transgénicas e as tradicionais. Os OGM são desenvolvidos pelas indústrias de biotecnologia para resistir a doenças, herbicidas e insectos. Os alimentos transgénicos são geralmente maiores e têm mais probabilidade de originar uma produção rentável.
O presidente do Centro de Informação de Biotecnologia (CIB), Pedro Fevereiro, afirmou hoje à Lusa que a produção de OGM em Portugal apenas depende de os agricultores considerarem se há ou não vantagens competitivas. A Comissão Europeia aprovou em Setembro, pela primeira vez, o registo de 17 variedades de milho transgénico no Catálogo Europeu de Variedades – uma lista de todas as plantas agrícolas que podem ser cultivadas em solo europeu.
O comissário europeu para a defesa dos consumidores chegou a admitir que qualquer Estado membro pode impedir a comercialização de transgénicos, mas Portugal já transpôs uma directiva e adoptou um regulamento que permite a plantação de milho geneticamente modificado.
Pedro Fevereiro explicou à Lusa que Portugal não pode agora travar regulamentos e leis que já adoptou.
O que pode acontecer, segundo o especialista, é existirem determinadas zonas que se definam como livres de plantação de OGM, mas invocando “razões económicas consistentes”.
“Isto pode acontecer, por exemplo, num núcleo muito importante em termos de agricultura biológica”, exemplificou o presidente do CIB, organismo que tem defendido os alimentos transgénicos.
Pedro Fevereiro admitiu que a plantação de milho transgénico em Portugal “não tem impacto significativo” do ponto de vista económico, mas adiantou que, no futuro, poderá ser importante para o país adoptar a tecnologia transgénica em produtos como o arroz.
As autoridades portuguesas estão a estudar a definição de regras de coexistência entre as culturas de OGM e as outras, já que o problema da contaminação de culturas tem de ser acautelado.
Este é, aliás, um dos argumentos que os contestatários dos transgénicos, nomeadamente os ambientalistas, mais têm utilizado.
No entanto, os responsáveis do CIB sublinham que há já formas testadas para evitar que as plantações de OGM contaminem as outras culturas.
Segundo Pedro Fevereiro, a média de dispersão dos grãos de pólen numa cultura transgénica é de 30 metros além do campo e é possível criar barreiras biológicas para evitar a contaminação.
Em Espanha, sobretudo na Catalunha, estão já a ser testadas no terreno várias soluções para evitar esta contaminação, daí que os responsáveis do CIB tenham convidado os jornalistas para assistir a estas experiências.
Segundo dados hoje apresentados em Barcelona por responsáveis do Irta – Instituto de Investigação e Tecnologia Alimentar, a contaminação de campos de milho não trangénicos só é superior a cinco por cento quando as culturas estão muito próximas.
Ao afastar dez metros duas plantações – uma de OGM e outra não – o nível de contaminação já se situa abaixo de um por cento. Por isso, estes investigadores espanhóis concluíram que se o milho geneticamente modificado for cultivado a 25 metros de outra plantação já não há qualquer contaminação.
Estas soluções de coexistência entre os dois tipos de culturas são importantes porque qualquer produto que apresente 0,9 por cento de OGM tem de ser rotulado como tal.
Actualmente, a Comissão Europeia impõe que qualquer produto para alimentação com aquela percentagem de transgénicos diga explicitamente no rótulo que contém OGM.
Ora, tanto os especialistas portugueses como os espanhóis admitem que um rótulo com a menção OGM pode afastar os consumidores e, logo, desinteressar os produtores. Por isso, em Espanha grande parte do milho transgénico que é produzido destina-se a alimentação animal. Aliás, de todo o milho produzido em Espanha mais de 80 por cento é usado nas rações animais.
E apesar de a rotulagem de OGM ser obrigatória para os produtos de consumo humano não está prevista na União Europeia a adopção de qualquer medida que obrigue a rotular a carne de animais alimentados com transgénicos.
A única alteração prevista é que as rações produzidas a partir de OGM passem a ser rotuladas como tal, ficando de fora desta etiquetagem os alimentos produzidos a partir de animais alimentados com rações geneticamente modificadas.
Ana Rute Peixinho
Lusa

Fonte: Jornal Público

Liberalização de agronegócios reduziria fome no mundo

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Roberto Rodrigues, pede abertura do mercado agrícola dos países desenvolvidos e implementação rápida de diretrizes da Organização Mundial do Comércio (OMC), em declaração na Conferência Internacional de Políticas contra a Fome em Berlim que discute políticas de combate à fome e à pobreza no mundo.
“Os países desenvolvidos precisam abrir seus mercados para produtos agrícolas das nações em desenvolvimento. Esta é a melhor maneira de distribuir a renda de forma justa no mundo”. É o que disse o ministro brasileiro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, em entrevista exclusiva à DW-WORLD, nesta quarta-feira (20/10), em Berlim.
O Brasil é um dos 70 países que participam da Conferência Internacional de Políticas contra a Fome, que acontece na capital alemã, de 20 a 22 de outubro. Os 250 participantes do encontro discutem mecanismos que possam ser aplicados pela Organização Mundial do Comércio para reduzir a fome e a pobreza no mundo.
Segundo Rodrigues, a comunidade internacional está diante de um dilema. A globalização proporcionou um crescimento de 80% do comércio mundial, mas, ao mesmo tempo, aumentou de forma drástica a concentração da riqueza e a exclusão social. “No âmbito da OMC, temos que buscar mecanismos para reduzir essa má distribuição de renda”, disse o ministro.
A OMC aprovou no final de julho passado, em Genebra, um rascunho (framework) que contém as diretrizes básicas para a liberalização comercial mundial. Segundo o documento, os países desenvolvidos podem escolher um limitado número de produtos agrícolas que desejam proteger.
Segundo Rodrigues, esse framework contém princípios bem claros de derrubada de barreiras, mas a efetiva definição de tarifas e cortes entre países e blocos econômicos só ocorrerá ao longo do ano que vem. “O Brasil, junto com o G-20 (grupo de países em desenvolvimento), quer que a OMC agilize a implementação desses princípios”, disse. Na conferência de Berlim estão sendo discutidas recomendações para a rodada decisiva das negociações multilateriais, prevista para Doha (no Qatar), em 2005.
Agricultura é precursora na OMC
Segundo a ministra da Proteção ao Consumidor, Alimentação e Agricultura da Alemanha, Renate Künast, o documento aprovado em Genebra foi um grande avanço rumo a um novo acordo mundial do comércio, “que, pela primeira vez, focaliza os interesses dos países em desenvolvimento. O setor agrário não é mais a pedra de tropeço e, sim, o principal precursor da próxima rodada”, disse.
Künast pretende aproveitar as negociações da OMC para avançar na reforma da política agrária alemã e exigir que isso ocorra também a nível de União Européia. “É nesse espírito que queremos regulamentar o mercado do açúcar. A Alemanha continuará sendo uma locomotiva nesse processo”, anunciou.
Segundo Künast, é um “paradoxo inaceitável” que, mundialmente, 850 milhões de pessoas passem fome no campo, “justamente lá onde são produzidos os alimentos”.
Rodrigues considerou “uma falácia” a afirmação de críticos da globalização de que a abertura do mercado agrícola internacional favorece sobretudo as grandes empresas de agronegócios. “Todos defendem o pequeno agricultor, para que ele possa crescer. Será que, quando ele crescer, não presta mais?”, questionou.
Na opinião do ministro, o Brasil é a prova de que os pequenos agricultores, quando se unem em cooperativas, podem formar um potência comparável aos grandes produtores e concorrer no mercado internacional.
Fome Zero
Além da próxima rodada de Doha da OMC, o Brasil espera novos impulsos para a sua agricultura de dois outros acordos em fase de negociação: a inclusão dos biocombustíveis no acordo União Européia-Mercosul e uma cooperação com a Alemanha e o FAO (Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) para o fomento à agricultura orgânica. A UE estaria disposta a incluir nas negociações com o Mercosul a oferta de comprar um bilhão de litros de etanol do Brasil, disse Rodrigues. Hoje o Brasil exporta dois dos quinze bilhões de litros de álcool que produz.
Para o governo brasileiro, a liberalização dos agronegócios não exclui outras medidas de combate à pobreza, como o Programa Fome Zero. “É um programa consistente e prioritário para o governo”, disse Rodrigues. Segundo o ministro, depois de um início difícil, o Fome Zero já atende cinco milhões de famílias através da Bolsa Família, que garante três refeições diárias para pessoas pobres. “Com ele, também fomentamos a agricultura familiar, da qual a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) compra os alimentos para a população carente”, explicou.
Geraldo Hoffmann

Fonte: Deutsche Welle

Negociações entre UE e Mercosul adiadas para 2005

A União Européia e o Mercosul não chegaram a um consenso em Lisboa sobre o planejado livre comércio entre os dois blocos. Após reunião de seis horas em Lisboa, negociações foram adiadas para o próximo ano. Por outro lado, Bruxelas vai simplificar preferências alfandegárias a países em desenvolvimento, entre os quais o Brasil.
“Não é segredo que os dois parceiros estão insatisfeitos com as concessões feitas pelo outro lado”, disse o comissário de Comércio da União Européia (UE), Pascal Lamy, após os intensos debates na noite de quinta-feira (21/10), na capital portuguesa.
É extremamente difícil conciliar os interesses das nações desenvolvidas do bloco europeu com os do bloco sul-americano, ainda em desenvolvimento. A UE e o Mercosul estão negociando desde 1999 a liberalização de seu comércio bilateral, sem chegar entretanto a um consenso. Ambos os lados pretendiam inicialmente ter chegado a um acordo até o dia 31 de outubro, quando termina o mandato da atual Comissão Européia.
A meta tornou-se impossível devido a divergências no tocante a barreiras alfandegárias para produtos agrícolas e sobre o mercado de produtos industriais. Com o adiamento, as negociações terão de ser retomadas no próximo ano pela nova comissão em Bruxelas.
Os motivos do impasse
Além do comissário Pascal Lamy, a reunião desta quarta-feira em Lisboa teve a participação de Franz Fischler, responsável pelos assuntos agrícolas da UE, dos chanceleres brasileiro, Celso Amorim, e do Paraguai, Leila Rachid de Cowles, além de lideranças políticas argentinas e uruguaias.
Se, por um lado, o Mercosul busca maior penetração no mercado europeu para seus produtos bovinos e avícolas, assim como da prestação de serviços, a UE reclama mais concessões da Mercosul em relação ao setor industrial.
Na opinião de observadores das negociações, um consenso com a União Européia fortaleceria a posição do bloco sul-americano nas negociações com os Estados Unidos sobre a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). Já para o bloco europeu, a intensificação do comércio com o Mercosul traria novos impulsos para a economia. Por outro lado, os críticos advertem que uma zona de livre comércio entre a UE e o Mercosul não traria vantagens para a população da América do Sul, gerando apenas empregos para mão-de-obra barata na agricultura.
Simplificação aduaneira
Enquanto isso, em Bruxelas, a Comissão Européia concretizou seus planos de reforma das preferências alfandegárias para países em desenvolvimento. As vantagens aduaneiras serão amplamente simplificadas, para que se concentrem ainda mais nas nações carentes, explicou o comissário Lamy.
Uma das novidades será um sistema de incentivo ao desenvolvimento sustentado e à governança responsável. Além das atuais preferências aduaneiras concedidas a sete mil produtos de 50 países, continuará também prevalecendo a proibição do comércio de armas. Através desta regulamentação, foram importados no ano passado pela EU mercadorias no valor de 52 milhões de euros – a metade, inclusive completamente livre de taxas aduaneiras.
Os principais beneficiados pelas vantagens, segundo Lamy, são Brasil, China, Índia, Indonésia e Vietnã.
Segundo ele, o incentivo às exportações é um instrumento-chave da União Européia no combate à pobreza. A nova regulamentação deve entrar em vigor em julho do próximo ano, mas ainda depende da aprovação dos países-membros e do Parlamento Europeu.

Fonte: Deutsche Welle

Frefer Occhialini promove Leilão de Liquidação de Fêmeas Doadoras

A nata do Nelore será ofertada durante o Leilão de Liquidação de Plantel PO Frefer Occhialini, agendado para sábado, 11 de dezembro, às 12h, na Arena Bertin, na cidade de Lins (SP). Na ocasião serão leiloados 70 lotes de fêmeas elite prenhes ou paridas, de excelente qualidade, uma vez que a Frefer produz animais diferenciados tanto em precocidade como em funcionalidade, como os premiadíssimos Apolo e Jamal da Frefer.
Apolo bateu recordes e conquistou cinco grandes campeonatos
Ourinhos, Araçatuba, Três Lagoas, Presidente Venceslau e Londrina, além de ter sido considerado o Segundo Melhor Macho Adulto do ranking nacional da ACNB, em 1994. Outro produto da Frefer foi Jamal, filho do Campeão Enlevo da Morungaba. Jamal conquistou o título de Grande Campeão da Expoinel 2002 e Melhor Macho Adulto do Ranking ACNB 2001 e 2002. Touro de rara beleza, Jamal apresenta um pedigree extraordinário, trazendo consigo grandes nomes da raça Nelore – Panagpur x Ganhoso x Tabadã POI Zeb VR. Comercializado no Leilão JM 2001, aos 11 meses, Jamal obteve preço recorde de bezerro: R$ 210.000,00.
Os raçadores da Frefer produziram fêmeas de alta fertilidade e habilidade materna, hoje doadoras destaque do plantel. Estas fêmeas elite, prenhes ou paridas estarão disponíveis no remate de liquidação, cuja assessoria técnica será da Ipe Ouro e Avanti, responsáveis pelo aparte do gado.
Qualidade e Tradição na seleção do Nelore
A Frefer Occhialini Agropecuária começou selecionar Nelore em 1984 na região de Presidente Prudente, SP, com a intenção de produzir animais diferenciados, tanto na precocidade quanto na funcionalidade, para que esses exponenciais fossem transferidos também ao rebanho comercial de Camapuã (MS). A empresa viu-se motivada a redirecionar os critérios dessa seleção em novembro de 1991, com o nascimento de Apolo da BE (Frefer), touro perfeito na caracterização racial, com dados superiores aos encontrados em pesagens oficiais da Associação: mais de 1.300 g/dia.
O touro transformou-se em um referencial na atividade produtiva dos animais comerciais, em Presidente Prudente e no Mato Grosso. “Participamos de 14 edições dos leilões do Criador e do Fazendeiro, em Camapuã (MS) e obtivemos 24 premiações, entre 1º e 3º lugares. Em 2003, o preço recorde da venda de um lote de 25 bezerros comerciais, de 8 meses de idade, alcançou o valor unitário de R$ 2.900,00. As premiações são resultado de um trabalho rigoroso de seleção do plantel”, comenta Maria Angela Freire, titular da Fazenda Frefer.
A Frefer Occhialini também realizou várias aquisições de genética diferenciada, incorporando ao plantel animais de grandes selecionadores, como Rubico Carvalho, Jayme Miranda, José Luiz Niemeyer, Lúcio Costa, Alberto L. Valle Mendes, Jonas Barcellos, Arnaldo Manuel Borges, Cláudia Tosta Junqueira, Sílvio Propheta de Oliveira, além das liquidações de plantel do Tonico Carvalho (Fazenda Buracão) Luiz Zillo e Pery Igel (Imavem). A Frefer iniciou sua seleção com as linhagens da Nova Índia e Brumado, que serviram de base para a constituição atual do plantel de 300 matrizes, selecionadas criteriosamente ao longo destes anos pelo Dr. Arnaldo Manuel Borges (Arnaldinho).
Além da inseminação artificial, a Frefer realiza coleta, transferência de embriões e fertilização“ in vitro” (FIV). Em 2003 nasceram 450 animais provenientes dessas tecnologias.
Esse é o trabalho genético que será ofertado, sem reserva, a todos os criadores que, assim como a Frefer Occhialini, seguem o propósito do melhoramento da raça nelore.
Os animais estarão expostos para visita a partir do dia 10 de dezembro, no Recinto Bertin, em Lins (SP).

Ficha Técnica

Evento: Leilão de Liquidação de Plantel PO Frefer Occhialini Agropecuaria
Data: 11 de dezembro de 2004
Horário: 12h
Local: Quality Resort Convention Center – Arena Bertin – Anexo “Atlântica Hotel International” – Cidade de Lins –São Paulo
Endereço: Rodovia Marechal Rondon, Km 443,3
Assessoria Técnica: Ipe Ouro e Avanti
Martelo: João Gabriel e Nilson Genovese
Leiloeira: Programa Leilões
Informações: (43) 3373-7077 ou (11) 3079-3660
Transmissão ao vivo: Canal Rural
Site: http://www.foagropecuaria.com.br  

Silvia Alves
sandra@contatocom.com.br

Fonte
ContatoCom
http://www.contatocom.com.br

Circuito Boi Verde avalia rebanho de Nova Andradina

A 13ª etapa do 2º Circuito Boi Verde de Julgamento de Carcaças (CBV) – realizado entre os dias 29 de setembro e 1 de outubro na unidade do frigorífico Independência Alimentos, em Nova Andradina (MS) – reuniu 13 importantes pecuaristas na série de avaliações que têm como objetivo integrar a cadeia nacional do Nelore e mapear o desempenho da raça nos Estados brasileiros. O evento promovido pela ACNB – Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (www.nelore.org.br), contou com 762 animais inscritos.
O pecuarista Antônio Russo Neto (Fazenda São Miguel da Catequese) apresentou o melhor lote no Julgamento “In Vivo”. Já o Julgamento Carcaça Quente ficou para Renato Eugênio Rezende Barbosa (Fazenda Campanário) e o Julgamento Carcaça Resfriada foi conquistado por Vicente Ribeiro Garcia (Fazenda Pirangi).
O padrão esperado dos animais é de zero a seis dentes incisivos permanentes (até 40 meses), com peso entre 16 e 19@ e cobertura de gordura de 3-6 mm de espessura.
Essa foi a etapa com maior número de animais inscritos deste ano. Acompanhe abaixo os vencedores do Circuito Boi Verde de Julgamento de Carcaças, etapa Nova Andradina:
Vencedores

Julgamento In Vivo

Melhor Lote _In Vivo_
Campeão: Antonio Russo Neto _ Fazenda São Miguel da Catequese
Reservado Campeão: Renato Eugênio Rezende Barbosa _ Fazenda Campanário

Julgamento Carcaça Quente

Melhor Lote de Carcaça
Campeão: Renato Eugênio Rezende Barbosa _ Faz. Campanário
Reservado Campeão: Vicente Ribeiro Garcia _ Faz. Pirangi

Julgamento Carcaça Resfriada

Melhor Carcaça (Rendimento estimado da desossa)
Campeão: Vicente Ribeiro Garcia _ Faz. Pirangi
Reservado Campeão: Eulália Thereza Moraes – Fazenda Nossa Senhora Auxiliadora
Próximas datas
A próxima etapa do Circuito Boi Verde acontece no FRISA – Frigorífico Rio Doce S/A em Colatina (ES), nos dias 17, 18, 19 e 20 de novembro.
O Circuito Boi Verde é uma iniciativa da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) e conta com o patrocínio da Tortuga Companhia Zootécnica.

William Parron
sandra@contatocom.com.br
Fonte
ContatoCom
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A Biodiversidade para a Segurança Alimentar é o tema da Semana da Alimentação 2004

As ações desenvolvidas no Brasil para celebrar o Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, se estenderão por uma semana e irão até o dia 22 deste mês. O Dia Mundial da Alimentação foi criado em 1981 para sensibilizar toda a sociedade sobre o grave problema da fome no mundo. Celebrada em mais de 150 países, a data marca a criação da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), em 1945.
O tema escolhido para este ano foi A Biodiversidade para a Segurança Alimentar. A abertura das atividades em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação, realizada em Brasília, contou com a presença do Diretor-Geral da FAO, Jacques Diouf. Segundo ele, explorar a riqueza da biodiversidade do nosso planeta é uma das chaves para acabar com a fome. “Entretanto, a biodiversidade mundial está ameaçada, podendo comprometer severamente a segurança alimentar global. A FAO estima que cerca de três quartos da diversidade genética dos cultivos agrícolas foram perdidas durante o século passado. Portanto, o abastecimento de alimentos torna-se mais vulnerável; há menos possibilidades de crescimento e inovação na agricultura, cuja capacidade para se adaptar às mudanças ambientais, tais como o aquecimento do planeta ou o aparecimento de novas pestes e doenças, diminui”, afirmou.
Entre as ações que celebram a Semana está a distribuição de cerca de 54 milhões de cartilhas com dicas de alimentação saudável para todas as escolas públicas do Brasil. Os guias serão acompanhados de 700 mil manuais para os professores. O material faz parte de um projeto que o presidente Lula lançou na última sexta-feira, intitulado “Criança Saudável, Alimentação Dez”.
Leia o discurso (em PDF*) de Jacques Diouf, Diretor-Geral da FAO, na íntegra.
(*) Para ler o discurso em arquivo PDF é necessário ter o software Acrobat Reader, distribuído gratuitamente pela Adobe no endereço http://www.adobe.com.br.

Fonte: Instituto Akatu

II Seminário de Gestão Ambiental na ESALQ

A segunda edição do Seminário para Integração em Gestão Ambiental – SIGA acontece na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), nos dias 22, 23 e 24 de outubro. A realização é da Comissão de Alunos de Gestão Ambiental (CAGeA).
Criado no ano passado, o SIGA visa promover o encontro e a interação de estudantes, representantes de ONGs, empresas, setor público e demais interessados através de suas experiências e tecnologias na área ambiental. Outro importante objetivo é divulgar o curso de Gestão Ambiental da ESALQ-USP, através das atividades político-pedagógicas desenvolvidas pelos graduandos desse curso e sua formação multidisciplinar.
Diversas atividades estão programadas para o evento, que será realizado no Pavilhão da Engenharia, da ESALQ, das 8 às 18 horas, entre elas conferências, mesas-redondas e exposições de painéis, abordando variados temas e contribuindo para o enriquecimento do debate sobre a gestão ambiental.
Para os interessados em participar, a taxa de inscrição para todas as atividades é de: R$ 40,00 para Profissional, R$ 20,00 para Estudante, R$ 18,00 para Sócio de Centros Acadêmicos da ESALQ, R$ 15,00 para Sócio do CAGeA.
As inscrições e a programação completa do II SIGA pode ser encontrada no site: http://www.gestaoambiental.org.br.
Mais informações pelos telefones (19) 3433.6152 e (11) 9265.1211 ou pelo e-mail siga@cagea.org.br.  
Marcelo Basso
marcelot@esalq.usp.br  

Fonte: USP ESALQ

Aberta a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Para marcar a abertura da I Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, a Embrapa Pantanal, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, realizou nessa segunda-feira (18/10), uma solenidade de lançamento do evento, onde foram homenageadas empresas e instituições locais, que durante esse ano incentivaram e colaboraram com a realização de projetos de pesquisa e de transferência de tecnologia. Durante o evento, também aconteceu o lançamento oficial do IV Simpósio de Recursos Naturais e Sócio-econômicos do Pantanal (Simpan), que acontece de 23 a 26 de novembro e está sendo realizado pela Embrapa Pantanal, Sebrae/MS, UCDB/IESPAN e UFMS.
As instituições homenageadas foram: Banco do Brasil, Frigorífico Urucum, Colégio Objetivo, Pantagro, Real H, Valle, Restaurante Antonellos, Sebrae/MS, UCDB/IESPAN, UFMS, Canaã Turismo, Sindicato Rural, Baís do Chopp, Posto 10, Fast Trade, Associação Comercial e Industrial de Corumbá, Acert, Colégio Objetivo, Supermercado Panoff e como palestrante homenageado, prof. Moacir Lacerda. Após o evento, os homenageados tiveram a oportunidade de visitar as instalações da Embrapa Pantanal.
Para a chefe geral da Embrapa Pantanal, Emiko Kawakami de Resende, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia se caracteriza como um momento especial para as pesquisas científicas, visto que seu objetivo consiste na mobilização da população, em especial as crianças e os jovens, para aprendizado sobre a pesquisa científica. “Um país só desenvolve se forem feitos investimentos em pesquisas científicas. As tecnologias desenvolvidas, através da ciência, podem contribuir para que o Brasil se torne em país desenvolvido”, completou Emiko. Durante a solenidade, alguns representantes das instituições homenageadas ressaltaram a importância da Embrapa.
Para a diretora administrativa do Colégio Objetivo, Terezinha Baruki, a Embrapa Pantanal, através dos estágios, vem contribuindo com o incentivo de alunos no sentido de serem futuros pesquisadores. O gerente do Banco do Brasil de Corumbá, José Luiz Igrecias, por sua vez, afirmou que “a Embrapa, enquanto órgão que contribui para o desenvolvimento tecnológico de nosso país, é uma das grandes responsáveis pelo sucesso do agronegócio brasileiro”.
Atividades da Semana
Durante toda essa semana (19 a 22.10), das 8hs às 11hs e das 14hs às 17hs, a Embrapa Pantanal estará de portas abertas para receber a comunidade interessada em conhecer as atividades realizadas pela instituição. “Com o objetivo atender a comunidade montamos o ‘Espaço Tecnologias’, um local onde os visitantes podem conhecer nossas linhas de pesquisa. Além disso, os interessados também podem conhecer a Unidade”, explicou o Chefe da Área de Comunicação e Negócios, José Robson Sereno.
Christiane Rodrigues Congro
congro@cpap.embrapa.br

Fonte: Embrapa Pantanal

PIB da agropecuária deve crescer 4,2% em 2004

Um estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP) indica que o Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária deve aumentar 4,2% este ano. Trata-se de um crescimento superior ao do conjunto do agronegócio, que envolve também os setores de insumos, distribuição e indústria ligados à atividade rural, projetado em 3,2%. O destaque fica por conta da pecuária, cuja expansão deve atingir 5,9%. Os problemas climáticos e da ferrugem na soja devem limitar o crescimento da agricultura a 3,13%.
O PIB da agricultura está estimado em R$ 97,78 bilhões, enquanto o da pecuária deve alcançar R$ 67,14 bilhões. Ao todo, o agronegócio brasileiro deve atingir R$ 524,8 bilhões em 2004. Em nota à imprensa, o chefe do Departamento Econômico (Decon) da CNA, Getúlio Pernambuco, disse que os setores com maiores índices de crescimento estão colhendo os resultados do aumento das exportações, uma vez que “a demanda interna está reprimida”.
Getúlio baseia-se em outro estudo realizado pela CNA, que calcula o faturamento dos 25 principais produtos da agropecuária. Conforme apura o cálculo do Valor Bruto de Produção (VBP), a receita dos produtos do setor de carnes deve atingir R$ 66,4 bilhões este ano, 3,5% a mais que no ano passado. A projeção é realizada a partir dos resultados acumulados durante o primeiro semestre. O faturamento do setor de suínos deve atingir R$ 6 bilhões, 15,4% a mais que no ano passado, fruto do aumento do volume produzido e elevação dos preços médios. Na agricultura, há resultados positivos para o VBP de produtos voltados ao mercado externo. O faturamento do complexo soja deve saltar de R$ 35,4 bilhões, em 2003, para R$ 39,1 bilhões, este ano. Já o VBP da batata, produto consumido internamente, cai de R$ 2,4 bilhões para R$ 1,4 bilhão.

Fonte: Agrinova Web